Fotografia é Oxigênio

A ausência de conteúdo e beleza nas fotos está na razão direta da falta cultura dos fotógrafos. Os grandes fotógrafos se preocupam menos com as câmeras e mais com a harmonia nas imagens.

Nas palavras de Man Ray: “jamais deixará de existir quem leve apenas a técnica em consideração e pergunte “como”, enquanto outros, de temperamento mais inquiridor desejarão saber “porque”.

Eu sempre preferi a inspiração à informação. Portanto, fotografe com os olhos do coração. Esteja consciente na hora de apertar o botão. Procure conhecer a obra dos grandes fotógrafos. Veja muitas. Fotos com olhar crítico e contemplativo. Acompanhe as exposições de fotografia.

Visite museus. O fotógrafo tem que conhecer a história da arte e as obras dos grandes mestres.Importante também é ler tudo sobre fotografia  e ver grandes  filmes. Aprende-se muito vendo Akira Kurosawa, Antonioni, Bergman, Glauber Rocha… E o mais importante fotografe ininterruptamente. 

A constância no fotografar vai fazer você evoluir. Submeta suas fotos à critica e aos mais experientes, mas não se esqueça que o produto da expressão pessoal só depende de nossos critérios e decisões. E deve ser realizado sem nenhuma preocupação mercantilista.

Não se preocupe com a aceitação e afagos e não se dobre às críticas Procure desenvolver sua capacidade criativa aceitando seus limites, mas mantenha o exercício continuado da visão limpa.Absolutamente íntegro, sem seguir regras e fórmulas, sem querer parecer brilhante ou original.

A  intuição te dirá o deverá ser. Esqueça o pensar. Entregue-se. O olho é gatilho, a  fotografia é o teu oxigênio

One thought on “Fotografia é Oxigênio

  1. Fabiana Ratti

    Caro Araquém Alcântara,
    Estive com vc, a Regina, outros fotógrafos e aquele grupo de adolescentes atravessando o Vale do Pati na Chapada da Diamantina, num Safari fotográfico por volta de 1993. Foi uma experiência muito especial poder ter acompanhado um de seus trabalhos, mesmo sendo nós as adolescentes chatas que reclamávamos das lentes e dos tripés… rs. Foi ‘um instante’ que guardo com muito carinho no coração: o acampamento ao luar do Pati, as conversas antes do jantar, ouvir sobre suas viagens e seu modo de pensar a vida, foi realmente um privilégio. Acompanhei seu trabalho desde então, adquiri e dei seus livros de presente a pessoas queridas (O2 para nós). Domingo minha filha de 12 anos fazia um estudo para a escola sobre a Floresta Amazônica e pode ler seu artigo no Estadão, contribuindo com seu trabalho, numa esperança muito forte de que a consciência dessa geração seja outra frente à natureza, aos recicláveis e à sustentabilidade. Mas travar essa luta contra o consumismo tecnológico para que as pessoas tentem suportar o vazio e ter esse outro olhar que vem do coração, que vc fala, me parece, infelizmente, algo bem distante ainda… mas acredito que é com iniciativas e posicionamentos como os seus que as situações podem ser revertidas! Parabéns! Continue sempre sendo essa pessoa humilde com atos gigantescos. O bom é que com a tecnologia e a modernidade a gente pode dar um alô para “um passante” (Baudelaire) de há quase 30 anos… Felicidades e nobres conquistas!

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